terça-feira, 22 de novembro de 2011

Socorro! Me tira daqui...

...senão me instalo de vez e começo uma nova história de vida... 

Vou confessar: vontade de ficar não faltou, depois do último fim de semana passado com filho à tiracolo.  Uma típica cidade serrana, localizada a 745m de altitude, junto a Serra da Mantiqueira - que também tem seu Cristo Redentor, no mirante de onde saiu a foto ao lado. Assim é Socorro, cuja síntese, para mim, é a de ser um convite a quem busca diferentes opções de turismo, em qualquer época do ano - e, melhor, para toda a família.   
Aos aventureiros, que vêem montanhas e árvores no relevo entrecortado por cachoeiras e rios vivos, a adrenalina pode ser descarregada em arvorismo, tirolesa, cachoeirismo, rapel, trilhas a pé ou a bordo de quadriciclos, mountain bikes, razors (ou os velhos buggies), rafting e boia cross. Pode ter mais atrações, isso foi o que eu consegui guardar. Basta liberar namorado, filho com amigos e quem mais vier, e você (se não quiser encarar as corredezas) pode curtir o que vem a seguir.
Socorro integra o Circuito das Águas e oferece passeios como o da Gruta do Anjo, cuja piscina pode chegar a quatro metros de profundidade. A visita às estâncias minerais também é boa opção. Não tenho fotos destes passeios, mas andei perguntando, claro. O que vale reforçar é que o lugar é eclético o bastante pra tornar a estadia um prazer para quem tem de 8 a 80 anos. O clima é ameno (não sei quanto ao inverno, mas ainda checo!), a comida é honesta e a cidade ainda oferece espaço apropriado para as fábricas de malhas venderem suas novidades a preço convidativo, além de, bem lá pertinho, como em quase toda cidade pequena, uma feirinha de artesanato.  Pena a cervejaria Krill não abrir suas portas para visitação, senão a cidade – que, diga-se de passagem – também tem seus alambiques próprios, seria perfeita.  Ainda assim, deve ser por tudo isso que Socorro tem-se tornado uma alternativa (porque apenas a 132 km de São Paulo) à já consagrada Brotas, conhecida como a capital do turismo de aventura.

Refúgio das Maritacas, atração à parte:

Agora, aprazível, gostosa, arborizada e inundada de pássaros os mais variados – canários de peito amarelo, maritacas, sabiás, bem-te-vis, rolinhas e pardais – é mesmo a pousada Refúgio das Maritacas, onde ficamos.  De todas as que visitamos, foi a que mais gostei pelas suas modernas, branquinhas e novas instalações.  Para começo de conversa, fica pertinho do Parque Ecológico do Monjolinho, de onde tirei a foto do Rio lá em cima. É de lá que saem os aventureiros e onde podem ficar os adolescentes e ainda mais jovens para uma tirolesa, trilha e passeio de boia. Os mais velhos? Ficam no restaurante, jogando papo fora e bebendo cerveja com petiscos, no mínimo.  

A pousada não é somente o refúgio do pássaro verde, que mais lembra um mini-papagaio, mas o de quem como a gente, vive na cidade grande e quer paz, sol, sombra e silêncio – ou seja #tudodebom. Aqui dá pra ver as instalações em fotos da própria pousada, mas registrei o que vi... e gostei.  Criado inicialmente para comportar quatro chalés, cada um com capacidade para até cinco pessoas, o Refúgio das Maritacas está com obras a todo vapor para, até o Natal, inaugurar seu salão de jogos com bar e oferecer mais dois chalés - cuja novidade será a churrasqueira individual em cada varandinha. 

Tendo sabido dos detalhes de como tudo vai ficar, não tive como não escrever a respeito, porque com a nova ala de convivência uma #dilissa, já que a piscina também será inaugurada para o Natal, quero mais é que vocês fiquem com bastante água na boca para, quem sabe, irmos todos em caravana aproveitar tudo isso. Que tal?   

Da próxima vez, levo uma máquina poderosa e fotografo os pássaros em vôos sincronizados.  Por ora, gravei o som das maritacas em conversas de comadre.  #amodorei

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